sábado, 6 de dezembro de 2014

Vinho do Porto. (PT)

Ao Porto cidade, cheio de historia e encantos, quis o destino bafejar com o melhor produto nacional, o vinho do Porto. As cepas que lhe dão origem, começam a aparecer a cerca de 100 kms a leste do Porto, nas margens abruptas do rio Douro e afluentes e prolongam-se até à fronteira espanhola, constituindo a Região Demarcada e Regulamentada mais antiga do mundo.


Margens do Rio Douro
Margens do Rio Douro



O cultivo e o fabrico do vinho no Vale do Douro remontam ao período romano, motivo pelo qual, ao longo dos séculos, atraiu as populações a fixarem-se nas suas margens.
No séc XVII o vinho do Porto iniciou a grande expansão comercial devido às crescentes importações inglesas fomentadas, indirectamente, por Colbert, ministro francês, que impôs elevadas taxas de exportação aos vinhos de Bordéus.

Foi na procura de novos fornecedores que os comerciantes britânicos descobriram o vinho do Porto.
Desde que as uvas são colhidas até que o vinho vai para o mercado, são varias as fases por que tem de passar. 

A primeira processa-se nos locais de cultivo. Só passados cerca de seis meses, após ter entrado nas pipas, vem para as caves, situadas na margem esquerda do rio Douro, em Vila Nova de Gaia, cuja situação se prende com razões de limitação de espaços para armazenamento do vinho e de natureza climática, onde se processa o seu envelhecimento e comercialização.

Antigamente a única via de transporte para o vinho proveniente da região do Douro era o curso do rio.
Sem o rio Douro, dificilmente o Porto seria cidade.

O rio deu-lhe o porto, que lhe permitiu o comércio, base do seu crescimento.

Aqui chegavam e ancoravam os barcos rabelos, de fundo chato e vela quadrada, para descarregarem tão preciosas cargas, pipas de vinho do Porto, apos os arrojados timoneiros terem desafiado os inúmeros perigos que o leito oferecia a navegação. Dessas pipas saía para as caves, o vinho a que o escritor português Guerra Junqueiro chamou o "sol liquido".



Barcos Rabelos
Barcos Rabelos

O Douro cria assim no Porto o seu local avançado de comércio de vinho do Porto com o Mundo, tornando a vida comercial da região do Porto muito intensa.
Desde o séc XIII que os mercadores do burgo resolveram criar uma bolsa comum, a qual em 1834, se transformou na Associação Comercial.

Para sede foi mandado construir, passados alguns anos, no loca onde existia o Convento de S. Francisco, um edifício próprio, o Palácio da Bolsa. Esta construção atraiu os visitantes, em especial pela sugestão do Oriente islâmico do seu célebre Salão Árabe e pelos trabalhos de decoração.

A partir do séc XVIII, os comerciantes começaram a construir os primeiros armazéns na margem sul do rio, em Vila Nova de Gaia.


João Pires

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Porto coffeehouses (EN)

The coffeehouses with history in Porto are real visiting cards of the city.

Downtown, one can find a few which stand out by their cultural dimension, hosting the most diverse events, such as social gatherings, book presentations, exhibitions and recitals.


One of the most famous is Majestic, at Rua de Santa Catarina street, not only due to te refined service, but also because of the architectonic beauty of the building.

MAJESTIC Café
MAJESTIC Café
GUARANY Café
GUARANY Café

Café BRASILEIRA
Café BRASILEIRA
Café PROGRESSO
Café PROGRESSO
João Pires


The refinement, together with good taste, make this coffeehouse one of the most attended, mainly by tourists.
Also with a history and detainer of a particular beauty is Guarany, at avenida dos Aliados.



One should note, as well, the Brasileira, at Rua de Sa da Bandeira, with a magnificent iron and glass parasol and an interior in which stand out of the crystals, marbles, and the carved leather furniture.




Another example is Café Progresso, not far from praça Carlos Alberto, which was recently remodeled but has managed to keep it's identity, now with a more modern and cosmopolitan nature.




One of the features of this place is that it still offers the delicious "filtered coffee".

The coffeehouses with history have been a part of the city's cultural and bohemian life.
Some of the history of Porto was was also made and written in these places.

sábado, 29 de novembro de 2014

Centro Português de Fotografia (CPF)

O centro português de fotografia (CPF) foi criado em 1996 e ocupa desde 2001, o edifício setecentista da Cadeia da Relação, em pleno centro histórico da cidade do Porto. 

Actualmente o CPF é responsável por 67 fundos e colecções, de entre os quais se destacam a Colecção Nacional de Fotografia, com 7.513 documentos que ilustram a historia universal de fotografia e revelam o património fotográfico português e a colecção de câmaras, que ascende a 4.000 peças, com exemplares de todos os períodos de produção, incluindo as históricas daguerrianas, câmaras a tiroir, estereoscopicas de múltiplas objectivas (carte-de-visite), estando representadas todas as grandes marcas mundiais. 

Centro Português de Fotografia (CPF)
Centro Português de Fotografia (CPF)


Para além das cerca de 300 câmaras miniatura, de espionagem, primeiros modelos de máquinas fotográficas a cores, photomaton, aparelhos especializados para fins científicos, industriais, militares e estereofotografia, a colecção inclui cerca de 60 non-cameras, na sua maioria brinquedos e outros objectos representando câmaras fotográficas. 

O CPF mantém um programa anual de exposições temporárias, um núcleo museológico permanente e uma biblioteca especializada.

www.cpf.pt

João Pires

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Igreja e Torre dos Clérigos (Parte I)

A igreja da irmandade de São Pedro dos Clérigos, no Porto, organiza-se em três corpos justapostos - igreja, dependências da irmandade e torre sineira - tendo esta ultima tal impacto visual que se transformou no ex-libris da cidade.

Torre da Igreja dos Clérigos


O projecto foi desenhado por Nicolau Nasoni, que nasceu em Itália e trabalhou em Siena, onde terá adquirido a sua formação de base.
À passagem por Roma, seguiu-se uma estadia em Malta, onde trabalhou para o Grão Mestre D António Manuel de Vilhena.
Aí conheceu também Roque Távora e Noronha, irmão do deão da Sé do Porto, D. Jerónimo.
Foi assim, concerteza, que acabou por ser convidado para se mudar para aquela cidade, onde já estava em 1725, a trabalhar na Sé, edifício onde deixou a sua marca.
A primeira obra portuguesa que se lhe deve integralmente é a igreja vulgarmente conhecida como "dos clérigos", por ser pertença da irmandade com o mesmo nome, da qual já era presidente o já referido D Jerónimo Távora e Noronha.
O projecto foi aprovado em 1731 e no ano seguinte teve lugar a cerimónia de colocação da primeira pedra.
As obras arrastaram-se por largos anos, durante os quais o projecto inicial foi sendo alterado e adaptado.


João Pires

Igreja e Torre dos Clérigos (Parte II)

Igreja e Torre dos Clérigos (Parte II)

A construção da igreja colocava alguns problemas interessantes, a que Nasoni soube responder com soluções criativas e indubitavelmente eficazes.
A dificuldade maior prendia-se com o formato o lote, longo mas estreito.

Para tirar pleno partido desta situação, Nicolau Nasoni rejeitou a formula usada tradicionalmente em Portugal de colocar as torres na fachada e retirou-as antes para as traseiras, libertando assim espaço na frente da igreja (o projecto inicial incluía duas torres, solução depois substituída por uma só torre).
Ao mesmo tempo a inclinação da rua, hoje dos clérigos confere uma grande verticalidade à fachada, efeito sublinhado pela rotação do seu eixo em relação à rua.
Por fim, Nicolau Nasoni conferiu à torre enorme altura (75 metros) e decorou-a com grande variedade de formas atribuindo-lhe o protagonismo do conjunto.

A conjugação de todos estes factores dá lugar a um incontornável efeito de monumentalidade.
A originalidade do projecto mantém-se no interior da igreja. Aqui, ao corpo rectangular da fachada segue-se a nave única de planta oval, solução rara no contexto da arquitectura portuguesa.
Na verdade a nave é composta por duas paredes separadas por um corredor.

A parede exterior faz com que, quando vista de fora, a nave pareça um polígono alongado de lados menores arredondados. Pelo contrário, a parede interior corresponde a uma verdadeira elipse, verticalmente ritmada pela utilização de grandes pilastras de ordem compósita, entre as quais se abrem portas, janelas e altares.

A capela-mor é rectangular e liga o corpo da igreja à casa dos clérigos, por sua vez ligada à torre, ultimo elemento desta progressão de volumes cada vez mais estreitos, acompanhando a definição do terreno.
O granito profusamente decorado cobre a fachada principal e a torre, enquanto nas fachadas laterais é apenas usado para elementos estruturais (pilastras e entablamento), portas e janelas.

Assim se estabelece uma hierarquia visual de volumes. No interior da igreja, a decoração é rica e abundante em efeitos policromáticos, conjugando-se a pedra, a talha dourada e a pintura.


domingo, 3 de agosto de 2014

PortoCartoon laughing at the world

Begun in 1999, PortoCartoon quickly became a focal point for humorous design on a wolrd scale. Hundreds of cartoonists have participated in it every year, with cartoons that have exalted the universal language of the cartoon.
Dealing with different themes, the cartoons demonstrate very well the reflexive strength of humour on the problems that most preocupy the world. War, pollution, hunger, consumerism, scarcity of water, abuse of power are some of the topics that the cartoonists pencils analyse with mordacity and artfulness.
The affirmation of the cartoon as one of the most universal languages is clear.
It is a very good expression of the world.

Porto, 3rd august 2014

Joao Pires

domingo, 29 de junho de 2014

Rusgas de São João do Porto

O que são as rusgas de S. João do Porto?


As rusgas de S. João são um concurso que se realiza todos os anos na Av. dos Aliados, onde cada freguesia da cidade do Porto concorre com sua rusga. 

Rusgas de São João do Porto
Rusgas de São João do Porto


As Rusgas de São João espalham-se de bairro em bairro, de freguesia em freguesia.

A rusga é constituída por uma tocata e um número mínimo de 30 pessoas que vão trajadas a representar as rusgas de outros tempos. Existe um desfile e uma actuação de todas as rusgas para o público, que se realiza num clima de imensa festa e alegria popular. Este evento fecha as festas de S. João no Porto.

Rusgas de São João do Porto
Rusgas de São João do Porto


Pode participar qualquer pessoa, não importa a idade, apenas é obrigatório a boa disposição e folia.

Praça da Batalha, sábado à noite, 21 horas, aglomeração dos concorrentes das Rusgas de São João. 

Rusgas de São João do Porto
Rusgas de São João do Porto

Há bombos, acordeão, há violas e encontrões. Cheira a cidreira, cheira bem,  cheira ao chão da leira, manjerica-se. Há canastras da sardinha viva, do cesto brota broa, presunto, há pipinhos, tintos, brancos, verdes, maduros, belo carrascão.

por João Pires